“Feminina sim, feminista não”, declara Keliana Fernandes

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5 de ago. - 2026 2 min de leitura 0 comentários

Candidata rejeita feminismo, defende protagonismo feminino sem antagonismo entre os sexos e diz que proteção às mulheres deve caminhar ao lado do fortalecimento da família

Keliana Fernandes faz questão de estabelecer uma diferença ao falar sobre sua atuação política: define-se como uma mulher feminina, não feminista.

A posição aproxima a jornalista de mulheres que têm levantado a voz em defesa da família. São mulheres que reivindicam maior participação feminina na vida pública, mas rejeitam parte das formulações do feminismo contemporâneo e defendem família, maternidade, fé e complementaridade entre homens e mulheres.

Para Keliana, defender direitos femininos não exige transformar o homem em adversário. A candidata critica o que considera uma leitura política baseada no confronto permanente entre os sexos e afirma que reconhecer diferenças entre homens e mulheres não significa estabelecer superioridade de um sobre o outro.

“Eu não preciso diminuir o homem para defender a mulher. Quero mulheres fortes, respeitadas, independentes e protegidas, mas acredito também na importância dos homens, dos pais e da família”, afirma.

Para a jornalista o feminismo começou defendendo direitos importantes, como voto, acesso à educação e igualdade perante a lei. Mas, ao longo do tempo, parte do movimento passou a enxergar a família tradicional como uma estrutura de opressão. Em vez de cooperação entre homem e mulher, promoveu uma lógica de conflito entre os sexos. Como consequência: mais divórcios, menos casamentos, crianças crescendo sem a presença do pai e uma desvalorização da família como núcleo da sociedade.

A candidata argumenta que rejeitar o rótulo feminista não significa ignorar problemas que atingem mulheres.

“Quando uma mulher pede uma medida protetiva, ela não está pedindo um favor. Está pedindo que o Estado preserve a vida dela.”

Sua divergência é ideológica. Keliana critica setores da esquerda que, em sua avaliação, transformaram a busca por igualdade em antagonismo e reduziram a importância da figura masculina na família.

“Quero uma sociedade em que a mulher tenha voz sem que o homem precise perder a dele. Não somos inimigos. Somos diferentes, temos o mesmo valor e precisamos voltar a compreender que uma sociedade equilibrada necessita dos dois.”

É nesse ponto que Keliana resume a identidade que pretende levar à Câmara: feminina por escolha, conservadora por convicção e disposta a disputar a pauta das mulheres sem assumir o feminismo como bandeira.

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